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Quando a diligência chega a tempo: o cumprimento de um mandado que protegeu uma criança de 2 anos:

Caso registrado nesta sexta-feira (17), na Zona Oeste do Rio de Janeiro, revela a dimensão humana do trabalho do Oficial de Justiça — e a responsabilidade que acompanha cada diligência.

Na manhã desta sexta-feira (17), uma Oficial de Justiça saiu para cumprir um mandado de apreensão em um conjunto habitacional na Zona Oeste do Rio de Janeiro. No papel, um ato processual como tantos outros. Na vida real, o momento decisivo na proteção de uma criança de 2 anos.

A diligência tinha como objetivo resguardar a menina, cujos responsáveis já eram investigados por maus-tratos. Acompanhada por uma equipe da Polícia Militar, a Oficial de Justiça chegou ao endereço indicado no mandado. Ao perceberem a presença das autoridades, os responsáveis fugiram pelos fundos da residência — e abandonaram a criança pelo caminho. A menina, que apresentava lesões, foi imediatamente socorrida e encaminhada a uma unidade municipal de saúde, onde permanece sob a guarda da Justiça. Horas depois, o casal foi localizado e preso em outro ponto da cidade.

Nenhum mandado descreve o que existe do outro lado da porta

O episódio ilumina algo que a categoria conhece bem: nenhuma diligência é apenas o cumprimento de um documento. O Oficial de Justiça é o agente público que leva a decisão judicial até o mundo real — e o mundo real não segue roteiro. Ao sair para uma diligência, não há como prever integralmente o cenário que o espera: pode ser necessário lidar com resistência, com o imprevisto e, como neste caso, com uma vida fragilizada que depende inteiramente da precisão e da sensibilidade daquele momento.

É por isso que a atuação do Oficial de Justiça exige mais do que domínio técnico e conhecimento processual. Exige fé pública — a confiança que o Estado deposita em sua palavra e em seus atos —, juízo próprio para decidir em tempo real e, sobretudo, humanidade. Foi esse conjunto de atributos que transformou o cumprimento de um mandado no ato que garantiu socorro, proteção e acolhimento a uma criança.

Uma carreira essencial ao funcionamento da Justiça

Para o SINDOJAF – UniOficiais/BR, casos como esse reafirmam o que o sindicato/associação defende continuamente: a valorização e o reconhecimento de uma carreira essencial ao funcionamento da Justiça, e a garantia de condições adequadas para o exercício das diligências em todo o país.

Onde o processo encontra a vida, quem decide é o Oficial de Justiça, e, muitas vezes, é também quem cuida.